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Colocada: Sáb Set 29, 2007 22:46 Assunto: Despejo ilegal de resíduos industriais |
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O despejo ilegal de resíduos industriais num terreno junto à Estrada Nacional 2, em Póvoa de Calde, está a prejudicar o proprietário, que há dez meses não consegue rentabilizar o espaço.
O caso remonta a Junho de 2006, quando uma empresa de construção civil viseense começou a depositar entulho resultante das obras, pneus, latas de tinta, plásticos e sobras de alcatrão no terreno. Insatisfeito com a poluição, o proprietário do terreno, Joaquim Ferreira, decidiu fazer “uma espera”, durante “vários dias”, para “apanhar” os infractores. “No dia 20 de Dezembro, consegui identificar, às 2h45 da tarde, o condutor de um dos camiões da empresa Ecovil. Na altura, ele disse que ia falar com o patrão e que vinham limpar tudo. Tal não aconteceu.”, afirma. Apesar de admitir a presença de uma placa a “aceitar aterro”, Joaquim Ferreira defende que “o despejo de materiais perigosos não pode ser considerado aterro”. “A placa dizia que se aceitava terra ou pedra, não coisas químicas”, contesta.
No dia 22 de Dezembro, Joaquim Ferreira decidiu apresentar queixa na GNR, uma vez que temia ser “acusado” do despejo ilegal de resíduos. Perante as autoridades, “o condutor do veículo pesado assumiu as responsabilidades”. O Jornal do Centro (JC) conseguiu apurar que a queixa terá sido enviada para o Ministério do Ambiente. Segundo Joaquim Ferreira, a empresa terá sido multada em 7500 euros. Um valor que o JC não conseguiu confirmar.
Joaquim Ferreira assegura que os serviços camarários também foram avisados da situação, tendo um fiscal se deslocado ao terreno.
Passados cerca de dez meses, os resíduos continuam no mesmo local, impedindo a rentabilização do espaço. “Mandei fazer um orçamento da limpeza dos terrenos e ficava-me em cinco mil euros, devido aos bocados de alcatrão e pneus”, refere.
A oferta de um stand de automóveis para alugar o espaço acabou por ser declinada devido aos custos da remoção do lixo.
O proprietário teme, ainda, que a decomposição das tintas e do alcatrão possa contaminar a água de um poço que se encontra no local.
Joaquim Ferreira tem, actualmente, um processo a decorrer no Tribunal de Viseu contra a empresa.
O JC tentou, em vão, contactar o Ministério do Ambiente.
Fonte: Jornal do Centro 28-09-2007 |
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