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Colocada: Qui Jul 24, 2008 8:03 Assunto: Parte de Ranhados sem luz 12 horas |
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Na Quinta da Atalaia e em Lages de Ranhados os moradores e empresários estiveram sem luz durante 12 horas. A falha provocou alguns danos materias e prejuízos no funcionamento de algumas empresas. Apesar da EDP não ter justificado aos moradores o porquê de tantas horas sem reparar a avaria o Diário de Viseu sabe que foi por dificuldades de acesso ao PT em causa
A Quinta da Atalaia, Lages de Ranhados e a zona da Manhosa, na freguesia de Ranhados, estiveram sem electricidade entre as 22 horas de terça-feira e as 10 horas da manhã de quarta, dia de ontem. Em causa esteve uma avaria no transformador do PT (Posto de Transformação) da EDP, que se encontra na cave do edifício da Socarvil.
"Foi uma sorte toda a carne e comida que estão dentro de duas arcas congeladoras, da minha sogra, não se terem estragado. A sorte foi a noite estar mais fresca, a temperatura baixou, se não…", desabafa Artur Rodrigues que apesar de não morar em Lages de Ranhados, tem lá a sogra a residir. O dijuntor acabou por se queimar com o corte de luz. "Tivemos que chamar um técnico pela manhã, para resolver isto", disse. Artur Rodrigues reconhece que as avarias podem acontecer e que ninguém está livre mas, no seu entender, "as pessoas deviam ser avisadas do tempo estimado para a resolução do problema". "Se a noite não tivesse arrefecido ter-se-ia estragado imensa comida e, se tivessem avisado o tempo que demoraria a arranjar o problema eu teria transferido a carne para outra arca ou, até teria ido comprar gelo para ajudar a conservar", reclama.
O proprietário do restaurante A Manhosa, Afonso Maria Gomes, congratula-se por não ter havariado nada mas, lamenta-se, por ter deixado de servir uns cafés e umas bebidas durante a noite, tendo acabado por fechar o estabelecimento mais cedo. "Hoje de manhã, ficaram os pequenos almoços por servir", conta. O proprietário ainda se encontrava estupefacto por o posto estar onde está, na cave de um edifício. "Resido aqui há 28 anos e não sabia que estava ali, é um crime, nunca vi nada assim. Há aí tanto terreno desocupado!", considera.
Funcionários de braços cruzados
Entre as várias empresas que se situam no lugar da Manhosa, algumas acabaram por não se sentir totalmete prejudicadas, uma vez que usaram um gerador para começarem a produzir. Mas houve quem tivesse 24 pessoas de braços cruzados, quase duas horas, a atrasar o serviço. "Da EDP ninguém sabia a que horas voltaríamos a ter luz, continuamos sem saber o que se passou e o que é certo é que estiveram aqui 24 pessoas, de braços cruzados a atrasar todo o serviço e prazos de entrega” conta um dos funcionários da Asafil Carlos Costa.
Da EDP a explicação é simples. "Houve uma avaria num transformador do PT e não pode ser resolvido, de imediato, como gostaríamos, porque houve dificuldades de acesso ao PT", explica o relações externas da direcção de Rede e Clientes do Mondego, João Paulo Gouveia. Segundo o responsável, "uma chave encravou e partiu-se na fechadura o que dificultou o acesso, isto é perfeitamente normal que aconteça". "Só pela manhã é que se resolveu a situação, uma vez que não poderíamos arrombar a porta".
O facto do PT se encontrar na cave do edifício "não significa absolutamente nada". "Há centenas de casos iguais no país, não representa qualquer perigo, nem para o prédio, nem para a população. O perigo que representa é exactamente igual ao perigo que representam os restantes que não estão em caves", explica.
João Paulo Gouveia desconhece o porquê da ausência de uma explicação aos habitantes, uma vez que, "o funcionamento normal da empresa é facultar uma explicação e tempo estimado para resolver a anomalia". "É claro que de imediato não o pode fazer mas, se a avaria durar algum tempo, já é possível explicar e dar estimativas para a demora. Se não aconteceu isto, o que é estranho, terá sido uma situação pontual".
Fonte: Diário de Viseu (24-07-2008) |
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