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Colocada: Qua Jan 02, 2008 9:46 Assunto: Repeses como freguesia |
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“Repeses nunca poderia evoluir tanto se não passasse a freguesia”
Encabeçou a comissão que lutou pela criação da Freguesia de Repeses e desde então que é o presidente da Junta. José Pais Ferrão faz “um balanço muito positivo” destes 14 anos de liderança, considerando que Repeses nunca poderia evoluir tanto se não passasse a freguesia.
A primeira fase do alargamento da Avenida Luís Martins foi muito apreciada pelos repesenses e não só, arrancando no início de 2008 a segunda fase desta obra. Até ao final do mandato deverá ficar concluída a terceira e última fase.
Notícias de Viseu (NV) - A Freguesia de Repeses foi criada em 1993 e de então para cá tem assumido a sua presidência. Que balanço faz destes 14 anos?
José Pais Ferrão (JPF) - Faço um balanço muito positivo, em bastantes aspectos. Primeiro porque estávamos até então sujeitos à Freguesia de Ranhados. Obviamente que éramos bens tratados, mas o orçamento, que por si já era baixo, no fundo era a dividir por duas povoações. Nessa situação, Repeses nunca poderia evoluir tanto e demoraria muito mais tempo para fazer obras. Com a criação da Freguesia de Repeses evoluiu-se muito.
NV: A que tipo de evolução se refere?
JPF: Repeses tinha poucas estradas pavimentadas e faltavam muitas infra-estruturas. Hoje, embora falte uma ou outra, penso que já está muito bem. Recebemos apoio financeiro da Autarquia de Viseu, cerca de 25 mil euros, o que para uma Junta de Freguesia com dois funcionários a tempo inteiro não chega, mas ajuda. O que nos vale é termos duas antenas de telemóveis alugadas, que nos rendem, por mês, à volta de 180 contos. Esta receita vem contrabalançar as despesas. Vamos fazendo algumas obras, que se devem em grande parte à Câmara de Viseu e aos contratos-programa que fazemos e que nos dão uma margem de manobra muito jeitosa.
NV: Quantos habitantes tem a freguesia?
JPF: A freguesia tem à volta de 8 a 9 mil habitantes. No entanto, recenseados tem apenas 1.700. Trata-se de uma grande diferença, que se deve ao facto de ser uma zona de escolas e muitas habitações estão com estudantes. Depois é uma zona da Vilabeira, onde vive muita gente, mas com recenseamentos nas suas aldeias, de onde são naturais. Repeses acaba por ser um dormitório. Já espalhámos panfletos, para se virem recensear, mas a verdade é que não resulta. As pessoas estão muito habituadas com a sua aldeia, aqui vêm passar a semana, aos domingos vão para a aldeia e esta está a tornar-se numa freguesia dormitório.
NV: Quais as actividades principais da freguesia?
JPF: É a restauração. Temos belíssimos restaurantes, 8 ou 9 todos muito bons e que acabam por atrair muita gente. Temos pouco comércio e indústria, mas temos a maior empresa da cidade aqui instalada: os escritórios da Visabeira são em Repeses.
NV: Qual é a mais valia de repeses, a grande atracção?
JPF: Repeses é já uma zona urbana, de qualquer das maneiras tem uma capela muito antiga, de século, mas não tem muito mais. Foi evoluindo muito e tornou-se numa freguesia urbana. Não tem grandes atracções turísticas.
NV: É uma freguesia com muitos jovens?
JPF: Repeses tem muitos jovens. Temos aqui uma escola de Desporto, o Clube de Futebol Repesenses, com cerca de 300 praticantes. É pena que não tenha o apoio que devia, mas também a Junta não tem dinheiro para poder ajudar, porque se pudesse ajudava mesmo. Saem bons atletas, mas também é uma ocupação, que retira muitos jovens de uma má vida. Têm um belíssimo trabalho, uma sede espectacular e oferecemos um polidesportivo. Temos também os escuteiros.
NV: Nos últimos dois anos, o que tem sido feito?
JPF: Fizemos aquilo que considero ser uma grade obra: a construção do cemitério. Repeses tinha apenas um cemitério particular, muito bem tratado por uma confraria. No entanto, foi necessário construir um novo, mesmo ao lado do particular. Entre terreno, infra-estruturas e construção, custou à volta de 80 mil contos. Depois disso, também temos feito muita coisa: contamos agora com dois polidesportivos, dois parques infantis, um deles já completo e um outro em adjudicação, que vai custar à volta de 60 mil euros.
NV: Que infra-estruturas faltam actualmente?
JPF: Falta sempre alguma coisa… Para já falta que se continue uma das obras que considero importante: o alargamento da Avenida Luís Martins. Foi feita a primeira fase e vamos entrar na segunda. Nesta segunda fase, será feito o alargamento entre o Lidl e aos semáforos. A segunda fase já está a concurso para arranque quase imediato, segundo a Câmara poderá arrancar já em Janeiro ou Fevereiro. Haverá uma terceira fase, que para mim é a mais difícil, mas para já, está a evoluir bastante bem. è necessário proceder à expropriação das casas em frente à sede da Junta de Freguesia de Repeses, entre os semáforos e o Rodízio. Estamos em negociação com proprietários e é um processo complicado por se tratar de casas de pessoas. Mexe com pessoas, propriedades, mas está numa fase boa. São, no entanto, obras que custam muito dinheiro.
NV: Esta primeira fase do alargamento da Avenida Luís Martins foi muito apreciada pelos repesenses e não só…
JPF: A primeira parte ficou muito bonita. Tem dois ou três defeitos, mas ficou espectacular. As rotundas têm um ângulo ou pouco fechado e outro defeito que noto, e o presidente da Câmara de Viseu já disse que com o tempo se fará, que é fazer os passeios para Vila Chã, do lado esquerdo para quem desce. O passeio, pelo menos de um dos lados… Mas, já foi dito que sempre que houver casas a fazer, serão feitas rectificações. A segunda fase vai ficar espectacular, com duas rotundas, passeios e todas as infra-estruturas. Quanto à terceira fase, também já vi o projecto, mas ainda não está a concurso. Vai demorar mais um bocadinho, mas penso que, pelo que me tem sido dito, ficará concluída ate ao final deste mandato.
NV: Que obras a freguesia de Repeses tem agora em curso?
JPF: Já fizemos aprovar o nosso plano de actividades e orçamento, há algum tempo, e temos diversas obras para executar. Duas já têm contrato-programa, que é a dos passeios envolventes ao cemitério e que custam à volta de 6 mil euros. Temos em fase de concurso e execução, o parque infantil, por cerca de 50 mil euros. Depois temos outros contratos que nos estão a chegar, referentes à Rua do Clube, Travessa da Pedreira, Rua da Pedreira, Rua dos Amarais, para meter pavimentação.
NV: Quanto a saneamentos, ainda há muito por fazer?
JPF: Estamos cobertos a 95 por cento. A conduta mãe que tinha cerca de 50 anos foi substituída, por uma com capacidade maior. Havia uns cheiritos no rio que desapareceram.
NV: As verbas que vêm da Câmara são suficientes para as necessidades da Freguesia?
JPF: Nunca estamos satisfeitos, queremos sempre mais, mas não temos razões de queixa. Não vamos tendo o que queríamos, mas o que é possível.
Fonte: Notícias de Viseu (31-12-2007) |
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