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Colocada: Qui Dez 06, 2007 17:13 Assunto: Assaltantes levam duas toneladas de cobre de sucata |
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"Negociar em cobre é como jogar na Bolsa. É preciso esperar o momento." A afirmação é de João Roque, o sucateiro de Viseu a quem foram roubadas duas toneladas de cobre "já acondicionado e metido em bidões à espera que o preço suba". Na madrugada da última terça-feira, desconhecidos introduziram-se numa sucata no Bairro de Abraveses e furtaram "16 bidões que continham cobre destinado a ser reciclado", segundo fonte da GNR. Os prejuízos "ultrapassam os cinco mil euros" revela o sucateiro.
João é um dos muitos sucateiros a braços com a nova lei sobre o licenciamento destes espaços. Formalmente tem uma empresa constituída mas já foi "abordado pela câmara para encontrar um espaço alternativo pois a sucateira está ilegal". Até lá vai "continuando o negócio" que o sustenta e mais dois empregados.
Negociar em cobre "dá muito trabalho". Quando o vendedor "traz mais de 200 quilos eu estranho e pergunto à GNR se têm alguma queixa sobre material deste roubado", garante. E foi aos homens do Núcleo de Investigação Criminal da GNR, a quem apresentou queixa, que perguntou pelo paradeiro do cobre roubado. É que "quando roubam o cobre já sabem onde o vão meter", diz.
A Guarda, que tem estado a "investigar estes roubos", desconfia "não só de quem vende mas também de quem compra", disse ao DN fonte desta polícia. E os sucateiros também "têm estado a ser vigiados pelas autoridades", adianta a fonte. A dificuldade é sobretudo "localizar os autores destes assaltos, até porque habitualmente o cobre é derretido na própria noite em que é furtado". Em Agosto a GNR deteve em Águeda um sucateiro suspeito de receptação de cobre furtado na região de Viseu e conseguiu recuperar duas toneladas deste metal. Um outro foi identificado, no Norte do distrito de Viseu, mas fugiu para Angola.
Com o quilo "nesta altura a três euros, barato" João Roque tinha o cobre guardado "à espera que o preço subisse." O comprador é quase sempre o mesmo: "Uma empresa de Torres Novas." É nas empresas especializadas em reciclagem que "o cobre é triturado, moído e derretido, o que dá origem a cobre novo", explica o sucateiro. E entra de novo no mercado.
Como o DN noticiou no passado dia 25, só este ano, os ladrões de cobre já furtaram à EDP - uma das maiores vítimas deste crime, a par da REN, da Refer e da Portugal Telecom - cem quilómetros de fio eléctrico, dois mil postos de transformação e 20 subestações.
Fonte: ViseuMais / Diário Notícias (6-12-2007) |
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