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[ Lusoxadrez ] Grupo de amantes de xadrez. De uma forma civilizada trocamos as nossas opiniões, sobre livros, histórias passadas em frente ao tabuleiro (boas ou más), etc.
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Mensagem |
Kongoako
Registo: 21 Set 2008 Mensagens: 2
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Colocada: Dom Set 21, 2008 9:15 Assunto: [b]Os Campeonatos Nacionais (?) de Rápidas[/b] |
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Os Campeonatos Nacionais (?) de Rápidas
16 de Setembro
Hoje, reservei um quarto na Avenida da República, em Gaia. De acordo com o calendário da FPX (que é do conhecimento geral desde antes do início da época), disputar-se-ão -no próximo fim-de-semana (20 e 21)- os campeonatos nacionais de xadrez, partidas rápidas. Os regulamentos da prova ainda não são conhecidos. Mas, fazendo lembrar os nacionais (de má memória que se disputaram em Trás-os-montes com 8 jogadores que não eram subs e mais uma série de miúdos que moravam perto da rua onde se disputou a prova), talvez amanhã (a 3 dias no início da prova) eles se tornem conhecidos.
17 de Setembro
São 8 da manhã. Antes de iniciar a minha jornada de trabalho, passo na net para ver se a fada dos regulamentos me visitou durante a noite. E visitou! Conforme previsto, no próximo Sábado, pelas 15 horas, haverá Nacional Individual. Porreiro! Por exclusão de partes, o Nacional por Equipas (agora, pomposa e inovadoramente designado por "Colectivo"), dever-se-á disputar no Domingo. Ainda tenho tempo para abrir o regulamento do "Colectivo" e constato que a prova se disputa a partir das 10 horas de... Sábado! "Não pode ser", pensei eu. Mas era, como me confirmou o meu presidente em conversa telefónica posterior.
18 de Setembro
Só hoje me lembrei que tenho que desmarcar o quarto. Os mânfios ainda me cobram uma penalização no cartão de crédito. Não estou contente. Morando a "apenas" 320 km do local do jogo, imagino as dificuldades de logística de quem quisesse vir do Algarve para disputar o "Colectivo". Para estar às 10 horas em Vila Nova de Gaia, eu teria que saír de Sintra pelas 6 da manhã, o que implicava que acordasse pelas 5 (amanhã, trabalharei até às 20). Se morasse em Faro, acordaria pelas 3 e meia. Ainda bem que moro perto da Capital. Como é óbvio, a minha equipa desiste de participar no Colectivo. Apostaremos no Individual, o que nos desgosta, pois adoramos a partilha que existe na equipa quando disputamos provas... colectivas.
20 de Setembro
Saímos pelas 10 e tal, chegamos pela uma da tarde. Consultamos a classificação do "Colectivo". Foi disputado por 11 equipas (menos que as que eu costumo levar do meu Agrupamento a provas escolares), representantes de ainda menos clubes. Só uma equipa não é do Grande Porto. Apesar de ser uma equipa modesta no panorama do xadrez de Lisboa, a Carris (equipa da segunda divisão) alcança um fantástico 5º lugar no "Nacional", atrás do Vale de Cambra, Gaia e as equipas "B" e "A" do Dias Ferreira. Conclui-se que, como previsto, o "Colectivo" só é representativamente "Nacional" se considerarmos essa grande Nação que é a República Popular do Vila Nova do Gaistão.
Para que não fiquem dúvidas, a minha revolta não tem nada a ver com o local onde a prova se realiza: tem a ver com a hora a que se disputa e com o conhecimento tardio que quase todos terão tido das condições em que ela se disputaria.
Ao almoço, fico a saber (?) os porquês de tão anormal calendarização. Não quero acreditar que esses 2 momentos altos da época escaquística se disputam no mesmo dia porque determinada Associação de Xadrez nortenha marcou, descuidadamente, uma prova para Domingo. Entre os interesses distritais e o nacionais, que prevaleçam os Distritais, claro está! E isto porque também não quero acreditar que os clubes dessa região tenham querido ser campeões nacionais por ausência dos seus mais fortes adversários... Quantas equipas da 1ª divisão estiveram presentes que não fossem da região? Zero!
Parte da tarde
O almoço estava bom. Chegando ao Colégio, fico contente por saber que estou na mesma série que o Campeão Nacional (Clássicas e Rápidas). Menos contente por saber que só apura um por série para a final "A". Uma derrota significará o meu afastamento do objectivo. Apesar de ser o número 2 da série, penso que o número 3 tem mais Elo que eu. Não importa: eu quero é ganhar. Dá-se início às hostilidades: um bacano com chapéu à cowboy não se cala, uma oriental tira-me fotografias com flash durante as rápidas. Largo uma torre com o Jorge Ferreira, o empate com o melhor jogador português (fui o único que não perdeu com ele) tem sabor a derrota. Em 3º lugar sou relegado para a série "C". Noutras séries, os jogadores teoricamente mais fortes não têm mais que 2100 pontos Elo...
Finais: na última final, dos 3 piores jogadores do torneio, 2 levarão dinheiro para casa. Nas vizinhanças da minha série, há um granel de tal forma que até um jogo de ténis seria interrompido. Eu reclamo, alguns companheiros de infortúnio reclamam, mas nada acontece. Já estou por tudo... O último jogo (decisivo para a atribuição do Título) está atrasado. Os candidatos, legitimamente, querem saber se uma igualdade pontual no 1º lugar dá lugar à realização de um match ou se se aplicam os outros critérios de desempate. Na minha cabeça, é claro que se aplica o ponto 3 do artigo 25 do RCFPX. Mas eu não sou árbitro nesta competição e quem é afirma, à minha frente, o contrário do que sei. Se o meu colega de equipa tem vencido o jogo, ter-lhe-ia sido atribuído um título que, pelo regulamento, não deveria ser seu nesse momento. António Fernandes estaria no seu direito de contestar.
O GM António Fernandes ganhou bem e com mérito. Eu espero que, no próximo ano, a prova se dispute em moldes mais dignos, transparentes e que não voltem a repetir-se os erros deste ano. Aprendamos com os nossos erros e com os dos outros.
Assinado: Paulo Fanha. |
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KrazyMike
Registo: 02 Abr 2008 Mensagens: 5
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Colocada: Ter Set 23, 2008 23:24 Assunto: |
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Sinceramente eu acho que para jogar rápidas ou se joga na net, ou se joga no clube, ou se aproveita de vez em quando os torneios que vão aparecendo ao pé das nossas localidades, pois de facto o xadrez rápido é um prazer bem diferente de todos os outros ritmos.
No entanto, é preciso um enorme espirito de sacrificio (e não só!) acordar num sábado de madrugada (!?!) e ir jogar rápidas a 320km de distância.
De qualquer maneira, Paulo, uma crónica espectacular do torneio... com principio, meio e fim!
Cumps,
Miguel |
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